Séc. XV–XVI
Os quatro traços por trás do sucesso
Neutralidade calculada, não ingênua. Ryukyu era, ao mesmo tempo, estado tributário da China Ming e mantinha relações próximas com o xogunato Ashikaga do Japão — pagando tributo aos dois lados e jogando um contra o outro quando conveniente. Manter todas as portas abertas era estratégia, não sorte.
Hospitalidade como vantagem comercial documentada. Os primeiros viajantes chineses já registravam a hospitalidade dos ilhéus. Numa rede comercial de longo prazo, ser um porto onde se é bem tratado — e ao qual se quer voltar — é vantagem econômica concreta, não só um traço de caráter.
Abertura estratégica a talento estrangeiro. Em 1392, o reino convidou 36 famílias de Fujian, na China, para se estabelecer perto de Naha como diplomatas, intérpretes e oficiais. Ryukyu importou competência de propósito, em vez de fechar as portas ao estrangeiro.
Pragmatismo acima do orgulho. Esse mesmo cálculo apareceria de novo, décadas mais tarde, num momento em que o reino não teria escolha.